Kings Bonsai

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Conselhos para manter o seu primeiro bonsai vivo por muitos anos

Texto traduzido e publicado com autorização do autor Francisco Fournies, infelizmente a postagem original em espanhol no site Ruta Bonsai Não pode mais ser acessada porque o site deixou de existir.

O bonsai é uma das plantas cultivadas que requer maior cuidado para seu desenvolvimento e crescimento adequados. Embora os cuidados sejam constantes, eles não são difíceis e com apenas alguns minutos por dia, você terá um bonsai que poderá deixar para os netos. Neste artigo, ajudaremos você com alguns conselhos sobre seus cuidados.

Eu imagino que você já começou a cultivar um bonsai ou está pensando nisso, e você é um daqueles que temem que seu bonsai morra. Felizmente, manter um bonsai vivo não é tão complexo quanto parece, aqui vão alguns conselhos para o cuidado de um bonsai. São o básico para manter ele vivo, para um perfeito desenvolvimento e conseguir extrair todo o seu potencial é preciso se informar, estudar e praticar muito, mas é tudo uma questão de maturação que vai sendo adquirido conforme vamos nos aprofundando e gostando cada vez mais dos nossos queridos bonsais. São eles:

• O bonsai é uma planta comum como qualquer outra, mas por estar confinado em um vaso pequeno exige cuidados mais constantes, o mesmo cuidado das plantas do seu jardim, irrigação, fertilizantes e poda, mas com mais frequência. Portanto, você não pode comprar o seu bonsai e deixá-lo jogado por dias sem sequer olhar para ele, reserve um tempo, mesmo que seja 1 minuto por dia, para se aproximar dele e ver como ele está.

• O bonsai é quase que exclusivamente uma planta de exterior, não há bonsai interno,assim como na natureza não há plantas de cavernas, mas se houver condições internas que permitam a sua sobrevivência, você deverá localizá-lo em áreas com luz e longe de fontes de calor, como um peitoril da janela. Fatores como luz podem ser conseguidos com aparatos moderadamente simples, mas que requerem um pouco de pesquisa para montar da forma correta.

• O solo do bonsai nunca deve estar seco, para a rega você deve levar em conta que o bonsai tem muito pouco espaço para reter água, apenas o pequeno substrato do vaso, portanto, requer rega constante e no verão com altas temperaturas deve ser diário, às vezes até 2 ou 3 vezes por dia dependendo das condições do ambiente onde se encontra.

• Como um indicador de irrigação, você deve verificar que o primeiro cm de substrato está seco, é nesse momento que você deve irrigar. Essa frequência de rega varia de uma estação do ano para outra, portanto, você deve estar acompanhando as necessidades do seu bonsai até entender bem com que frequência regar de acordo com as condições da sua casa.

• Para molhar, você deve molhar generosamente, a água deve sair dos orifícios do vaso e escorrer, você nunca deve deixar uma bandeja com água embaixo do bonsai.

• Ao começar a cultivar um bonsai é melhor usar fertilizantes sólidos de liberação lenta, para que você não tenha problemas com as doses e seu bonsai permanecerá nutrido e saudável.

• Se a espécie do seu bonsai não cai as folhas no outono ele é espécie sempre verde e é aconselhável protegê-lo do frio extremo, não levando ele para dentro de casa, mas em um local coberto no exterior, com entrada de luz.

• Não deixe seu bonsai crescer sem controle: é importante que durante a primavera, após a brotação você possa podá-lo, sem deixá-lo crescer sem controle, pois além de perder sua forma, isso afetará seu desenvolvimento.

• Transplante: você deve transplantar o seu bonsai a cada 2 ou 3 anos, não deixe passar; se você não tiver confiança de fazer isso sozinho, deve levá-lo a um bonsaista mais experiente. Deixar de lado esse trabalho sem dúvida terminará a vida do seu bonsai após decorridos mais alguns anos.

Aprender a cuidar de um bonsai é um processo longo, mas cheio de alegrias. No início, você se encherá de dúvidas, mas se seguir os conselhos mencionados neste artigo, garanto que o bonsai que você possui hoje possa ser repassado aos seus netos, e quem sabe se eles também repassem aos deles.



SERISSA FUSÃO DE BROTOS CHUPÕES - ATUALIZAÇÃO


Após a fusão do tronco e o modelamento dos galhos com o restante dos galhos chupões, eu replantei a Serissa em um vaso de bonsai no início de setembro. Eu plantei em um vaso maior do que eu pretendo manter no futuro porque seria uma redução muito grande pra fazer de uma única vez, seria necessário reduzir algo em torno de 70%. Embora as Serissas em geral sejam muito resistentes a poda de raízes, como pra mim já é um bonsai praticamente terminado resolvi que era um risco desnecessário, além do que embora todo o trabalho de formação de tronco e galhos já esteja definido eu ainda quero que ela tenha bastante vigor para a conclusão das ramificações finas nos galhos.
Acredito que dentro de mais um ano a ramificação já vai estar compactada, aí vai entrar uma nova fase de manutenção da estrutura com redução de galhos, em outros aumento de um ou outro galho, reposicionamento para entrada de luz, retirada de uma ou outra rama para entrada de luz no interior da estrutura, mas nenhuma intervenção maior é realmente necessária. Os arames serão retirados à medida que começarem a marcar os galhos.
No futuro o vaso definitivo deverá ser mais ou menos a metade do vaso atual, pretendo que seja um vaso colorido para contrastar com a cor branca das flores que deverão aumentar bastante a medida que a planta aumente também a sua ramificação. Pode ser que eu plante em uma laje também ou um vaso orgânico em formato de placa de pedra, creio que ficaria até mais natural, mas ainda não decidi realmente. Eu não gosto dessa história de definir um projeto para cada planta e seguir em frente para não se perder como a maioria dos bonsaistas gosta e aconselham fazer. Prefiro ir formando a planta com o decorrer do tempo, deixando sempre mais galhos e crescimento do que vão ser utilizados no futuro, retiro os realmente desnecessários à medida que a planta vai se desenvolvendo com o decorrer dos anos e de acordo com o bonsai que vou visualizando e idealizando nesse período.
Abaixo mais algumas fotos da planta em outros ângulos e lados. Essa primeira foto antes do texto deve ser a frente escolhida.






A planta no dia em que comprei em Abril/16

 Outubro/19

Os detalhes da formação da estrutura podem ser verificados neste primeiro post através do link abaixo:

Abraço

BUXUS FUKINAGASHI

Este Buxus é mais um excelente material que consegui garimpar em um Garden, ele estava plantado no chão e foi retirado no momento da compra, envolvido em um saco de juta e a folhagem amarrada para transporte. Quando vi o tamanho da planta e principalmente o diâmetro da base, maior que uma garrafa Pet, fiquei impressionado e pensei que iria custar uma fortuna, mas para a minha surpresa era o mesmo preço de exemplares muito menores da mesma espécie em formato de bolinha, paguei R$80, uma verdadeira bagatela por uma planta tão boa. Abaixo a sequência de fotos e informações sobre o cultivo da planta até o momento.

Julho/16 - foto tirada no momento da chegada da planta em casa, ainda amarrada do mesmo modo que eu transportei ela no carro.

Após retirada as cordinhas que prendiam a folhagem, sem nenhuma intervenção ainda.

Antes de plantar em uma caixa plástica para recuperação eu fiz algumas pequenas intervenções e efetuei um procedimento que aprendi para a redução, em etapas, da altura da planta. Ele possuía alguns poucos brotos pequenos e outro tanto de pequenas gemas sem abrir na parte inferior, quase toda a folhagem se concentrava mais nas extremidades dos galhos e precisaria ser compactada para ser aproveitada. Isso é um problema porque os Buxus nem sempre respondem bem às podas drásticas, eu mesmo já perdi 2 após a realização de poda drástica deixando somente uma pequena quantidade de folhagem. Agora não faço mais desta forma, realizo a redução com podas seletivas periódicas. O procedimento para redução da altura e compactação da planta consiste no seguinte:
  • a partir do tronco seguindo em direção ao ápice vá seguindo até a primeira bifurcação;
  • se essa bifurcação estiver dentro do projeto que você vai utilizar não mexa, continue subindo a vá até a próxima que não será aproveitada no projeto que você tenha um mente ou da altura que você pretende que o seu bonsai tenha após concluído;
  • após chegar na primeira bifurcação não desejada verifique quantos galhos saem dessa bifurcação;
  • caso sejam 2 galhos - corte 1 e deixe somente 1;
  • caso sejam 3 galhos - corte os 2 mais fracos e deixe o mais forte, se forem todos fortes corte 2 e deixe 1, se forem todos fracos corte 1 e deixe 2;
  • caso sejam 4 galhos - corte 2 e deixe 2, deixando os mais fortes;
  • se forem mais de 4 - deixe os 2 mais fortes e corte os demais;
  • para cada galho deixado continue subindo e fazendo o mesmo procedimento a cada bifurcação até chegar na ramificação do topo da planta.
Corte de galho que cruzava por dentro da planta passando pela frente de um dos troncos.

Corte de outros 2 galhos que cresciam paralelos a um dos troncos.

Vista da região de corte dos galhos e detalhe dos 3 troncos que se formam a partir de uma única base.

Visão da planta após o procedimento de retirada seletiva dos galhos. Dá para verificar que a folhagem já está mais rala, permitindo a entrada de luz nos brotos internos, necessária para o seu desenvolvimento.

Realizei o corte destas 2 raízes mais grossas antes do plantio.

Já replantado, não desfiz o torrão e utilizei um substrato composto de 40% terra, 40% pedrisco e 20% casca de pinus para completar o espaço disponível na caixa plástica.

Visão geral da planta após replantada.

Quantidade de galhos retirados em julho/16 com a poda seletiva, galhos mal localizados e cruzados.

A partir da primeira poda seletiva as demais são realizadas ao contrário da inicial, ou seja, a partir da copa para o interior da planta. Se tiverem 2 galhos, retirar 1, se houver apenas 1 retirar esse. Com isso ficaremos com apenas 1 galho no ultimo patamar onde houverem 2 galhos e onde tem apenas 1 desceremos um patamar até a próxima bifurcação. Esse processo deve ser realizado mensalmente nos meses de crescimento, se a planta não estiver emitindo novas brotações por conta da estação do ano ou por estar debilitada por algum motivo cesse o procedimento até a recuperação da planta.

Início de Agosto/16 - Visão por cima da copa após nova poda seletiva. A planta estava bem saudável e continuava a emitir novas brotações com o aumento das temperaturas.

Vista frontal - é bem perceptível que as brotações maiores se concentram nas extremidades dos galhos.

Quantidade de galhos podados em Agosto/16.

 Setembro/16 - Nova poda, agora a planta ficou com a copa menor e diminuiu também na largura.


Setembro/16 - Nova poda

A brotação interna está iniciando a desenvolver.


Brotação bem próximo da base do tronco, esta brotação é muito pequena.

Com uma foto um pouco mais distante quase não é possível ver as brotações nas regiões mais baixas da planta.

Continuei a realizar o mesmo procedimento durante os períodos de crescimento da planta em 2017 e depois parei porque já tinha chegado nas brotações mais internas, a planta ainda não estava do tamanho que eu pretendia e como as brotações eram muito pequenas era necessário aguardar o seu desenvolvimento para não enfraquecer demais a planta. Nesse meio tempo estive observando a planta para tentar definir um estilo para ela já que até aquele momento eu ainda não tinha nada encaminhado ainda. Tudo que eu tinha certeza é que seriam utilizados os 3 troncos porque saíam todos diretamente da base e a retirada de qualquer um deles iría diminuir e muito a base que é bem larga lateralmente devido justamente ao fato dos 3 troncos serem alinhados lateralmente. Numa destas observações verifiquei que a base se inclina para um dos lados, uma parte dos galhos também estão direcionados para esse mesmo lado, os galhos centrais estão mais ou menos retos e a outra metade se direcionam para o lado oposto. Em qual situação isso acontece? Bingo!!!! Um típico Fukinagashi chinês, aquele em que a ação do vento está agindo na planta naquele momento, a planta está lutando contra essa força. Uma parte dos seus galhos está sendo direcionada pelo vento e os galhos que estão na linha de frente com o vento travam uma batalha para não cederem. Pronto está definido o estilo da minha planta, agora é colocar em prática. Abaixo uma primeira estilização da planta.

Visão da planta antes da realização dos trabalhos. Essa é a frente escolhida.

 Parte traseira.

 Detalhe do tronco na parte traseira.

 Retirei o galho central reto localizado na frente e que prejudicava a visão de parte da base.

Detalhe do galho retirado.

Após a aramação de alguns ramos maiores e tracionamento dos galhos. Ainda tem muito trabalho pela frente para melhoria do visual. Como os brotos estão muito pequenos ainda eles ficam muito próximos dos galhos, para esse estilo é necessário que não haja folhas na parte inicial dos galhos mais finos, deixando folhas mais nas extremidades dos galhos. O galho mais baixo foi posicionado no sentido oposto do seu crescimento e não pude forçar mais para não correr o risco de quebrar o mesmo. Ainda vou decidir posteriormente se deixo ele ou se retiro. Não dá pra ver muito be como vai ficar pelo excesso de folhas juntas e também por conta de um monte de mudas que tenho plantadas nas bordas da caixa plástica (cobertas pelo panos brancos). Vou retirar elas no início da primavera e plantar em vasos individuais, essa mania de plantar as sobras das podas..kkkk. Por enquanto é só, à medida que for realizando os procedimentos vou atualizando e compartilhando por aqui.


ENXERTOS EM JUNÍPEROS - REMOVENDO A FOLHAGEM ORIGINAL

LOURO YAMADORI - 8 ENXERTOS POR TRANSFIXIA COM APENAS 1 GALHO

Este Louro (Laurus Nobilis), aquele mesmo que usamos as folhas para colocar na feijoada, é procedente de um Yamadori realizado em agosto do ano passado. Eu deixei somente um galho no momento da retirada do solo e as novas brotações ocorreram somente a partir desse galho para cima. Não fiz nenhuma intervenção desde o momento da coleta, a não ser a aramação dos galhos novos com o intuito de dar forma a eles para que não ficassem retos. Apesar da planta ser grande e parruda não houve um crescimento vigoroso e isso pode estar relacionado com a idade avançada da planta já que as plantas adultas crescem a uma taxa muito menor que as plantas jovens, esse louro deve ter mais de 20 anos a julgar pela espessura do tronco e pelo aspecto da casca extremamente rugosa. De qualquer forma a planta está repleta de novas brotações já abrindo e outro tanto muito maior em fase de inchamento das gemas para abrir, portanto, não vou replantar por pelo menos mais um ano.

Eu poderia formar a copa somente com os galhos da parte de cima, mas a planta ficaria com um aspecto de planta mais jovem. Quero que pareça uma planta realmente velha como ela verdadeiramente é. Por esse motivo decidi enxertar galhos na parte de baixo, o tipo de enxerto escolhido é por transfixia. Já está meio tarde para realização dessa operação porque as gemas já estão inchadas e fica complicado para conseguir passar a ponta do galho pelo furo sem danificar as gemas e brotos novos. Como estava dependendo de uma furadeira que havia emprestado para o meu cunhado tive que usar outro recurso para danificar o mínimo possível as gemas e brotos novos. 

Segue abaixo fotos do procedimento:

Esse era o aspecto da planta no início do procedimento. Nessa foto é possível ver que eu aramei o galho utilizando arames (3 arames de 3mm lado a lado)  de modo a conseguir curvar o galho até onde os brotos seriam enxertados. Na foto também é possível ver que os brotos a serem enxertados foram envolvidos com filme de PVC para diminuir o seu volume e ser possível passar através do furo da broca de 10mm com o mínimo de dano possível.

 Parte de trás.

Detalhe dos brotos que nasceram na parte superior após a coleta e plantio no vaso.

Abaixo fotos dos galhos já posicionados no local definitivo ainda enrolados com o filme de PVC e após retirado do filme:












 Vista da parte traseira após a realização de todos os enxertos.

 Detalhe dos locais de enxerto na parte traseira.

Vista frontal da planta - o galho utilizado para a realização de todos os enxertos está aramado, internamente tracionado com arame e protegido com borracha para não danificar os galhos. É muito importante que os galhos enxertados não possam ser movimentados porque podem quebrar e nesse caso o enxerto é perdido.

 Detalhe dos locais de enxerto na parte dianteira.

Detalhe de um enxerto em que o galho rachou, mas não chegou a separar. Eu posicionei um pedaço de galho por baixo e imobilizei enfaixando com uma fita de pano para não se movimentar e poder cicatrizar. Caso esse galho venha a secar vou ter que substituir por outro, mas creio que não será necessário porque já faz alguns dias que realizei o procedimento e o galho continua vivo. Assim que os enxertos soltarem folhas e se desenvolverem eu posto uma atualização para acompanhamento.