Kings Bonsai

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Guia de Cuidados Pinheiro Negro


Conselhos para manter o seu primeiro bonsai vivo por muitos anos

Texto traduzido e publicado com autorização do autor Francisco Fournies, infelizmente a postagem original em espanhol no site Ruta Bonsai Não pode mais ser acessada porque o site deixou de existir.

O bonsai é uma das plantas cultivadas que requer maior cuidado para seu desenvolvimento e crescimento adequados. Embora os cuidados sejam constantes, eles não são difíceis e com apenas alguns minutos por dia, você terá um bonsai que poderá deixar para os netos. Neste artigo, ajudaremos você com alguns conselhos sobre seus cuidados.

Eu imagino que você já começou a cultivar um bonsai ou está pensando nisso, e você é um daqueles que temem que seu bonsai morra. Felizmente, manter um bonsai vivo não é tão complexo quanto parece, aqui vão alguns conselhos para o cuidado de um bonsai. São o básico para manter ele vivo, para um perfeito desenvolvimento e conseguir extrair todo o seu potencial é preciso se informar, estudar e praticar muito, mas é tudo uma questão de maturação que vai sendo adquirido conforme vamos nos aprofundando e gostando cada vez mais dos nossos queridos bonsais. São eles:

• O bonsai é uma planta comum como qualquer outra, mas por estar confinado em um vaso pequeno exige cuidados mais constantes, o mesmo cuidado das plantas do seu jardim, irrigação, fertilizantes e poda, mas com mais frequência. Portanto, você não pode comprar o seu bonsai e deixá-lo jogado por dias sem sequer olhar para ele, reserve um tempo, mesmo que seja 1 minuto por dia, para se aproximar dele e ver como ele está.

• O bonsai é quase que exclusivamente uma planta de exterior, não há bonsai interno,assim como na natureza não há plantas de cavernas, mas se houver condições internas que permitam a sua sobrevivência, você deverá localizá-lo em áreas com luz e longe de fontes de calor, como um peitoril da janela. Fatores como luz podem ser conseguidos com aparatos moderadamente simples, mas que requerem um pouco de pesquisa para montar da forma correta.

• O solo do bonsai nunca deve estar seco, para a rega você deve levar em conta que o bonsai tem muito pouco espaço para reter água, apenas o pequeno substrato do vaso, portanto, requer rega constante e no verão com altas temperaturas deve ser diário, às vezes até 2 ou 3 vezes por dia dependendo das condições do ambiente onde se encontra.

• Como um indicador de irrigação, você deve verificar que o primeiro cm de substrato está seco, é nesse momento que você deve irrigar. Essa frequência de rega varia de uma estação do ano para outra, portanto, você deve estar acompanhando as necessidades do seu bonsai até entender bem com que frequência regar de acordo com as condições da sua casa.

• Para molhar, você deve molhar generosamente, a água deve sair dos orifícios do vaso e escorrer, você nunca deve deixar uma bandeja com água embaixo do bonsai.

• Ao começar a cultivar um bonsai é melhor usar fertilizantes sólidos de liberação lenta, para que você não tenha problemas com as doses e seu bonsai permanecerá nutrido e saudável.

• Se a espécie do seu bonsai não cai as folhas no outono ele é espécie sempre verde e é aconselhável protegê-lo do frio extremo, não levando ele para dentro de casa, mas em um local coberto no exterior, com entrada de luz.

• Não deixe seu bonsai crescer sem controle: é importante que durante a primavera, após a brotação você possa podá-lo, sem deixá-lo crescer sem controle, pois além de perder sua forma, isso afetará seu desenvolvimento.

• Transplante: você deve transplantar o seu bonsai a cada 2 ou 3 anos, não deixe passar; se você não tiver confiança de fazer isso sozinho, deve levá-lo a um bonsaista mais experiente. Deixar de lado esse trabalho sem dúvida terminará a vida do seu bonsai após decorridos mais alguns anos.

Aprender a cuidar de um bonsai é um processo longo, mas cheio de alegrias. No início, você se encherá de dúvidas, mas se seguir os conselhos mencionados neste artigo, garanto que o bonsai que você possui hoje possa ser repassado aos seus netos, e quem sabe se eles também repassem aos deles.



SERISSA FUSÃO DE BROTOS CHUPÕES - ATUALIZAÇÃO


Após a fusão do tronco e o modelamento dos galhos com o restante dos galhos chupões, eu replantei a Serissa em um vaso de bonsai no início de setembro. Eu plantei em um vaso maior do que eu pretendo manter no futuro porque seria uma redução muito grande pra fazer de uma única vez, seria necessário reduzir algo em torno de 70%. Embora as Serissas em geral sejam muito resistentes a poda de raízes, como pra mim já é um bonsai praticamente terminado resolvi que era um risco desnecessário, além do que embora todo o trabalho de formação de tronco e galhos já esteja definido eu ainda quero que ela tenha bastante vigor para a conclusão das ramificações finas nos galhos.
Acredito que dentro de mais um ano a ramificação já vai estar compactada, aí vai entrar uma nova fase de manutenção da estrutura com redução de galhos, em outros aumento de um ou outro galho, reposicionamento para entrada de luz, retirada de uma ou outra rama para entrada de luz no interior da estrutura, mas nenhuma intervenção maior é realmente necessária. Os arames serão retirados à medida que começarem a marcar os galhos.
No futuro o vaso definitivo deverá ser mais ou menos a metade do vaso atual, pretendo que seja um vaso colorido para contrastar com a cor branca das flores que deverão aumentar bastante a medida que a planta aumente também a sua ramificação. Pode ser que eu plante em uma laje também ou um vaso orgânico em formato de placa de pedra, creio que ficaria até mais natural, mas ainda não decidi realmente. Eu não gosto dessa história de definir um projeto para cada planta e seguir em frente para não se perder como a maioria dos bonsaistas gosta e aconselham fazer. Prefiro ir formando a planta com o decorrer do tempo, deixando sempre mais galhos e crescimento do que vão ser utilizados no futuro, retiro os realmente desnecessários à medida que a planta vai se desenvolvendo com o decorrer dos anos e de acordo com o bonsai que vou visualizando e idealizando nesse período.
Abaixo mais algumas fotos da planta em outros ângulos e lados. Essa primeira foto antes do texto deve ser a frente escolhida.






A planta no dia em que comprei em Abril/16

 Outubro/19

Os detalhes da formação da estrutura podem ser verificados neste primeiro post através do link abaixo:

Abraço

A IMPORTÂNCIA DOS MICRONUTRIENTES

Texto traduzido e publicado com autorização do autor Francisco Fournies, infelizmente a postagem original em espanhol no site Ruta Bonsai Não pode mais ser acessada porque o site deixou de existir. 

No bonsai e na jardinagem, quando falamos em adubação, geralmente nos referimos ao Nitrogênio, Fósforo, Potássio, três elementos fundamentais para qualquer planta, mas muitas vezes permanecemos apenas com os 3, que são sem dúvida os mais importantes e esquecemos que eles não são os únicos nutrientes que o nosso bonsai precisa, existe outro grupo de nutrientes chamado micronutrientes, neste artigo, falaremos sobre eles e sua importância.

Quando os agricultores e os cientistas perceberam que as plantas precisavam ser alimentadas com nutrientes para melhorar as plantações, que elas não apenas viviam de água e ar, classificaram esses nutrientes em duas categorias, aqueles que eram necessárias em grandes quantidades, denominadas Macronutrientes, dentro desse grupo encontramos o nitrogênio (N), fósforo (P) e potássio (K), em seguida, a esta lista foram adicionados - Cálcio (Ca), Magnésio (Mg) e Enxofre (S), embora esses três últimos sejam necessários em menor quantidade do que os três primeiros. Portanto, esse grupo de Macronutrientes é o mais importante para as plantas e sua aplicação tanto nas plantas como nos bonsais deve ser regular. Por sua vez, os cientistas perceberam que havia um grupo de nutrientes que as plantas necessitavam em menor quantidade e também eram comuns na maioria dos solos. Esse grupo foi denominado de Micronutrientes e aqui encontramos: Ferro (Fe), Zinco (Zn), Manganês (Mn), Boro (B), Cobre (Cu), Molibdênio (Mo) e Cloro (Cl). Este último grupo é menos conhecido, apesar do fato de que a falta de qualquer um desses nutrientes afeta severamente as plantas.

Este artigo é focado em micronutrientes,portanto falaremos um pouco sobre eles. Os Macronutrientes podem ser acessados pelos links que eu inseri no início do artigo.

Ferro (Fe)


O ferro é um micronutriente muito importante para a formação da clorofila (pigmento responsável pela fotossíntese), além de ter um papel ativo no transporte de oxigênio.

Os sintomas de deficiência de ferro nas plantas aparecem pela primeira vez nas folhas jovens, no topo da planta. Como o Fe (uma vez incorporado) não se transloca dentro da planta, é um nutriente com muito pouca mobilidade. Sua deficiência é expressa com o amarelamento das folhas.

Resultado de imagem para deficiencia de ferro nas plantas Deficiência de Ferro (Fe)

 

Zinco (Zn)


A principal função do zinco é a ativação enzimática, portanto, tem um papel fundamental no crescimento e desenvolvimento da planta. Está envolvido em todos os processos metabólicos da planta.

O zinco também é um nutriente pouco móvel, portanto sua deficiência se manifesta nas folhas mais jovens, as brotações do ultimo período de crescimento. Sua deficiência é expressa com pequenos entrenós nos brotos, as folhas formam rosetas deformadas (algo como se fosse em alto relevo na superfície da folha) com folhas amareladas com pontas brancas.

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Deficiência de Zinco (Zn)

 

Boro (B)

O boro é o micronutriente que mais frequentemente aparece como uma limitação para as plantas e o mais comumente usado como adubo. É essencial para a germinação de grãos de pólen, o crescimento do tubo de pólen, para a formação de sementes e paredes celulares, e também é importante na formação de proteínas.

O boro quando absorvido e usado, é imobilizado para que não se mova dentro da planta, é um nutriente imóvel e, portanto, deve ser absorvido continuamente para atender às necessidades da planta.

Como o boro é um nutriente imóvil os sintomas de deficiência aparecem primeiro nos pontos de crescimento, como brotos, e são expressos como deformações nos brotos, raízes ocas e entrenós curtos.
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Deficiência de Boro (B)

Cobre (Cu)


O cobre é um ativador de várias enzimas e em alguns casos faz parte delas, ajuda a fixação do nitrogênio e o metabolismo das plantas.

Sua deficiência é expressa como clorose nas folhas ou folhas verdes azuladas.As folhas tem aspecto de murchamento e as sua extremidades ficam voltadas para baixo Caso a planta esteja em início de floração, elas são abortadas abruptamente.
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Deficiência de Cobre (Cu)

 

Manganês (Mn)


O manganês é um nutriente intimamente relacionado à fotossíntese, pois está ligado à fotólise da água e, portanto, à produção de oxigênio, e seu papel como transportador de elétrons na fotossíntese é muito importante. Também atua na metabolização de ácidos graxos.

A deficiência de manganês aparece na forma de amarelamento das folhas velhas, na área intervenal (entre os veios das folhas), e baixo crescimento radicular.
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Deficiência de Manganês (Mg)

 

Molibdênio (Mo)


É um nutriente necessário em quantidades muito pequenas, cerca de 1mg por ano, mas ainda assim sua função é vital, pois permite a formação de proteínas, moléculas fundamentais para o desenvolvimento de qualquer planta. Sua absorção e uso estão intimamente ligados ao fósforo e ao nitrogênio.

Sua deficiência é muito rara e se manifesta como clorose e enfraquecimento geral da planta, para de crescer.

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Deficiência de Molibdênio (Mo)

 

Cloro (Cl)


Não está muito claro quais são todas as funções do cloro na planta, o que se sabe é que atua no fechamento e na abertura dos estomatos, atua na fotólise da água e é um importante ativador enzimático.

Como você pode ver, cada um dos micronutrientes tem funções fundamentais para as plantas e em muitos casos, os sintomas de deficiência são muito semelhantes, por isso é muito difícil, se você não é um especialista, diferenciar entre os nutrientes qual produz determinado sintoma, portanto, o mais apropriado é considerar esses nutrientes dentro de nossa adubação anual. Agora está claro que nós, fãs de bonsai, não precisamos de grandes doses desses nutrientes ao ponto de comprar sacos de um ou de outro, felizmente existem infinitos adubos no mercado que contêm boas quantidades de micronutrientes. Geralmente, prefiro fertilizantes líquidos nesses casos, são mais fáceis de aplicar e podemos aplicá-los como fertilizante foliar; é conveniente aplicá-los no início e no meio da primavera, quando a planta está mais ativa e requer mais desses nutrientes.

5 SUPER DICAS PARA MANTER BONSAI DE AZALEIAS SAUDÁVEIS

FISIOLOGIA NO BONSAI - POTÁSSIO

Texto traduzido e publicado com autorização do autor Francisco Fournies, infelizmente a postagem original em espanhol no site Ruta Bonsai Não pode mais ser acessada porque o site deixou de existir:  

 

O Potássio e o Bonsai


No último artigo da nossa série sobre os 3 principais nutrientes utilizados pelas plantas, falaremos sobre potássio (K), descreveremos seus ciclos, como e quando aplicá-lo ao nosso bonsai.

O potássio (K) é um elemento que não faz parte de nenhuma molécula orgânica da planta, no entanto, é um nutriente essencial para as plantas e é requerido em grandes quantidades para seu crescimento e reprodução, se encontra no interior das plantas como um cátion K+. Em importância nutricional, é considerado como o segundo nutriente mais importante após o nitrogênio e é geralmente considerado como o "nutriente de qualidade", devido à sua influência na qualidade dos frutos. 

Resultado de imagem para cloreto de potassio
O K é encontrado naturalmente no solo, especialmente em solos ricos em argilas, que podem conter até 3% de K. Em áreas de chuvas fortes, o K pode ser lavado (lixiviado) com facilidade. O Potássio também pode ser reciclado a partir dos restos de plantas em decomposição por microorganismos do solo. Alguns fertilizantes minerais, como cloreto de potássio (KCl-imagem acima) e sulfato de potássio e magnésio (K2SO4, 2MgSO4), são extraídos de depósitos de silvinita e silvita (cloreto de potássio) e langbeinita (sulfato de potássio e magnésio). Estes fertilizantes não são feitos por síntese química, simplesmente são limpos por meios físicos e condicionados para uso na agricultura.

 Imagem relacionada
Na imagem acima, o ciclo do Potássio (K) no solo é esquematizado, pode-se observar que existem principalmente 2 fontes de K, fertilizantes e a decomposição dos restos de plantas por microorganismos, por esse nutriente relativamente escasso que devemos aplicar regularmente.



O K e a Planta


O Potássio desempenha papéis críticos no metabolismo das plantas. Na fotossíntese, o potássio regula a abertura e o fechamento dos estômatos e, portanto, regula a absorção de CO2, um processo fundamental para o crescimento das plantas. Por sua vez, o potássio desencadeia a ativação de enzimas e é essencial para a produção de adenosina trifosfato (ATP). O ATP é uma importante fonte de energia para muitos processos químicos que ocorrem nas células das plantas. O K também é um elemento muito importante para a síntese de proteínas e amido nas plantas. O potássio é essencial em quase todas as etapas da síntese protéica e também é muito importante na ativação de muitas enzimas. Na síntese de amido, a enzima responsável pelo processo é ativada pelo potássio. Como você pode ver, é realmente um nutriente vital para ter plantas e bonsais saudáveis.

O K no solo é geralmente localizado ao redor das moléculas de argila, a partir daí elas são absorvidas pelas raízes, que absorvem o K dissolvido na composição do solo. Uma vez que os cátions K+ são absorvidos pelas raízes da planta, eles se movem pelas células da raiz até chegar ao Xilema, onde é transportado para o resto da planta, principalmente para as folhas.

Como mencionado acima, K é essencial para os processos de abertura e fechamento dos estômatos, por isso desempenha um papel importante na regulação da água nas plantas (osmo-regulação). Tanto a absorção de água pelas raízes das plantas como a sua perda através dos estômatos são afetadas pelo potássio. O potássio também melhora a tolerância da planta ao estresse hídrico, algo que devemos considerar no bonsai devido à sua dependência da irrigação majoritariamente humana.

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  O K e o Bonsai

Como o Potássio é um dos 3 elementos mais exigidos pelas plantas a sua aplicação constante é essencial para alcançar um bom desenvolvimento no nosso bonsai. Embora uma das funções onde o K se destaque mais seja no processo de frutificação, melhorando a qualidade organoléptica (o sabor da fruta) e o tamanho da fruta, no bonsai nem sempre procuramos essas características, mas ainda assim devemos fertilizar com K de maneira regular, independente se o nosso bonsai dá frutos ou não, uma vez que, como vimos anteriormente, é essencial para muitos processos dentro da planta.

O K deve ser aplicado durante toda a estação de crescimento até o final do outono, mas devemos aumentar sua dose durante o período de floração e frutificação do nosso bonsai. O potássio é o terceiro número que aparece nos rótulos dos fertilizantes onde estão as siglas de nutrientes contidos no adubo, normalmente aparecem 3 números consecutivos, por ex: 4-5-7 (significa que tem 4% de N, 5% de P e 7% de K). Geralmente é aplicado K em maior quantidade durante a primavera por ser também, na maioria dos casos, o período de floração e frutificação, depois diminuímos as doses (sem atingir 0) durante os meses de verão e, novamente, aplicamos uma dose maior até a chegada do inverno quando não é mais necessário adubar porque a planta entra em dormência.

Espero que este artigo tenha ajudado você a entender um pouco mais por que o Potássio (K) é tão importante para as plantas e quando devemos aplicá-lo.

 *OBS: Toda e qualquer adubação deve ser feita em plantas e bonsais saudáveis. Nunca se deve adubar plantas doentes ou recém transplantadas.

Confira também:
https://reisbonsai.blogspot.com/2019/08/fisiologia-no-bonsai-nitrogenio.html 
https://reisbonsai.blogspot.com/2019/09/fisiologia-no-bonsai-fosforo.html 

Antes de pensar em adubação veja se o seu  local, condições de cultivo e os tipo de plantas podem lhe proporcionar momentos de satisfação:
https://reisbonsai.blogspot.com/2017/05/como-identificar-o-ambiente-apropriado.html 

https://reisbonsai.blogspot.com/2017/07/como-identificar-um-bom-material-para.html 

Informações mais detalhadas relacionadas a adubação podem ser acessadas através dos links abaixo:
https://reisbonsai.blogspot.com/2017/08/como-adubar-um-bonsai.html
https://reisbonsai.blogspot.com/2018/01/como-alimentar-o-seu-bonsai.html

FISIOLOGIA NO BONSAI - FÓSFORO




Texto traduzido e publicado com autorização do autor Francisco Fournies, infelizmente a postagem original em espanhol no site Ruta Bonsai Não pode mais ser acessada porque o site deixou de existir:  

 

O Fósforo e o Bonsai


Na continuação da nossa série de artigos que falam sobre os 3 principais nutrientes e sua interação com as plantas falaremos sobre o Fósforo (P), elemento químico especialmente importante na floração. Vamos falar sobre suas funções e quando aplicá-lo, com foco no cultivo de bonsai.
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O fósforo (P) é um mineral muito abundante na terra, encontrado naturalmente em solos tanto orgânicos (ligados à matéria orgânica) quanto nos inorgânicos (ligado a outros elementos como alumínio, cálcio, ferro e magnésio). O P é extraído de jazidas, onde é encontrado junto com outros materiais formando conglomerados chamados fosfatos naturais. Esses fosfatos são extraídos e posteriormente submetidos a vários processos industriais, transformando-os em superfosfatos, base da maioria dos fertilizantes que contêm P e que são usados na agricultura. Outra maneira de obter P é coletar as fezes das aves, elas têm um alto teor de P, sendo normalmente obtidas das guaneras marinhas (locais onde vivem grandes colônias de aves marinhas, foto abaixo), como do sul do Peru ou do norte do Chile, usando este fertilizante como uma excelente fonte de P.
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No solo há constantes transformações do fósforo (P) entre suas formas orgânicas e inorgânicas, de modo que estas formas de P no solo estão intimamente relacionadas entre si, uma vez que o fósforo inorgânico é utilizados pelos microorganismos e planta, já o fósforo orgânico (o P que faz parte das células, fosfolipídios e ácidos nucléicos dos organismos mortos) ao reager com os demais elementos presentes no solo reabastece o fósforo inorgânico presente no solo, isso gera um ciclo constante de P no solo. A maneira pela qual o P é absorvido pelas plantas é geralmente na forma de íons de fosfato (P2O5).

 

O P e as Plantas

 

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O fósforo é um elemento essencial no metabolismo das plantas, faz parte dos nucleotídeos com fosfatos, intervindo assim nos processos metabólicos cruciais para as plantas, como na transferência e armazenamento de energia (por isso sua deficiência é expressa em plantas fracas, com baixa brotação, floração e frutificação), é essencial no processo de transformação da energia luminosa em química. É também um elemento constituinte de ácidos nucleicos (DNA e RNA), fosfatos de açúcar e fosfolipídios que formam as membranas. Também desempenha um papel na absorção e transporte de diferentes nutrientes, participa na regulação do pH das células, é essencial para a formação dos órgãos reprodutivos durante o estágio de maturação das sementes e frutos. Portanto, não podemos deixar de fornecer P ao nosso bonsai.

Como mencionamos anteriormente, as plantas absorvem fósforo quase exclusivamente na forma inorgânica sob a forma de P2O5, que é dissolvida no solo. As raízes absorvem essa solução do solo, onde estão as moléculas de fósforo, a partir daí elas se movem para chegar ao Xilema, onde é transportado para o resto da planta, principalmente para as folhas. Deve-se notar que P é muito pouco móvel no solo, por isso é muito fácil que haja uma deficiência de P para uma planta localizada em um local em condições que afetam a capacidade de absorção das raízes. Temperaturas baixas ou excesso de água, podem inibir a absorção de P, gerando deficiências no metabolismo das plantas.

Diferente do solo, o P é um elemento muito móvel dentro da planta, geralmente está presente nas células meristemáticas, com um metabolismo muito ativo. Isso faz com que, em condições de deficiência, o P seja deslocado para as folhas jovens, gerando com isso os sintomas de deficiência em folhas velhas, onde uma coloração marrom pode aparecer.

 

O P e o Bonsai


Como vemos, o P é um nutriente muito importante para qualquer planta, pois é fundamental em muitos processos internos, por isso não podemos negligenciar a sua presença e devemos regularmente fertilizar nosso bonsai com P, com isso sempre os manteremos fortes e vigorosos. Não vamos esquecer que a capacidade do Bonsai de lidar com pragas e doenças é diretamente proporcional à sua saúde, quanto mais saudável, mais resistente a pragas e doenças. Uma boa nutrição se reflete em um bom cultivo do nosso bonsai, se for bem adubado, podemos aplicar todas as nossas técnicas sem correr maiores riscos.

Se ficou claro que devemos adubar com fertilizantes contendo P todos os nossos bonsais, devemos adubar com uma proporção maior de P todos os nossos bonsai que florescem e dão frutos. Isso ocorre porque o uso de P durante os períodos de floração e frutificação é muito maior do que quando a árvore está apenas em um processo de crescimento vegetativo. Portanto, é vital que nós forneçamos boas quantidades de P para os nossos bonsai que têm floração e frutificação abundante, como as azaleias,glicínias, primaveras, macieiras, jabuticabeiras, árvores frutíferas em geral,etc. A falta de P não só afeta a floração, mas também enfraquece o nosso bonsai, impedindo-o de acumular as reservas, extremamente necessárias para sobreviver ao inverno e brotar fortemente na primavera seguinte.


Aplicaremos P no início da primavera, quando nossos bonsai estiverem em floração e frutificação, com isso manteremos uma floração e frutificação mais abundantes sem que nosso bonsai enfraqueça. No início da primavera aplicaremos doses superiores a 15% de P e manteremos essa dosagem até o final da primavera,diminuiremos a dosagem no verão e então durante o outono aplicamos altas doses de P novamente, a fim de aumentar a resistência dos tecidos às geadas de inverno ( em locais onde elas podem ocorrer).

Bem, espero que com este artigo você entenda um pouco mais sobre a importância do P no nosso bonsai, que é importante que ele seja aplicado para ter um bonsai saudável e bonito. Lembre-se que para ter uma floração bonita, devemos aplicar P.

 *OBS: Toda e qualquer adubação deve ser feita em plantas e bonsais saudáveis. Nunca se deve adubar plantas doentes ou recém transplantadas.

Confira também:
https://reisbonsai.blogspot.com/2019/08/fisiologia-no-bonsai-nitrogenio.html 

Antes de pensar em adubação veja se o seu  local, condições de cultivo e os tipo de plantas podem lhe proporcionar momentos de satisfação:
https://reisbonsai.blogspot.com/2017/05/como-identificar-o-ambiente-apropriado.html 

https://reisbonsai.blogspot.com/2017/07/como-identificar-um-bom-material-para.html 

Informações mais detalhadas relacionadas a adubação podem ser acessadas através dos links abaixo:
https://reisbonsai.blogspot.com/2017/08/como-adubar-um-bonsai.html
https://reisbonsai.blogspot.com/2018/01/como-alimentar-o-seu-bonsai.html

FISIOLOGIA NO BONSAI - NITROGÊNIO

 

Texto traduzido e publicado com autorização do autor Francisco Fournies, infelizmente a postagem original em espanhol no site Ruta Bonsai Não pode mais ser acessada porque o site deixou de existir: 

 

O Nitrogênio e o Bonsai

Este artigo é o primeiro de uma série de artigos, com os quais procuramos ensinar quais os principais nutrientes,suas funções e importância  em nossos bonsais. Os principais são nitrogênio, fósforo e potássio, além deles tem os chamados macro e micro elementos que iremos explorar mais à frente. Neste primeiro artigo vamos falar sobre o Nitrogênio, talvez o nutriente mais importante nas plantas, vamos falar sobre seu ciclo, funções e quando aplicá-lo.

Para alcançar uma cultivo ideal de bonsai precisamos aprender a mesclar o lado artístico com o lado da horticultura. Não podemos fingir que somos bons bonsaistas se não soubermos como as plantas funcionam. Portanto, para garantir que nossos bonsai não sejam apenas belas espécies, mas também que seu estado nutricional seja ótimo. Devemos entender muitos processos que ocorrem dentro da planta, um dos mais importantes é a contribuição dos nutrientes e dentro desses nutrientes destacamos o nitrogênio (N).

N é o elemento mais abundante da atmosfera (cerca de 78%). Apesar disso, o N atmosférico é totalmente inútil para plantas e animais, isto porque N atmosférico é imobilizado entre si por uma ligação tripla muito estável N2, com essa estrutura não pode ser usada por nenhum ser vivo, então precisa ser transformado para ser usado. Para conseguir essa transformação, você precisa quebrar essas ligações, fixar ou ligar o nitrogênio a outros elementos, com um processo que chamamos de fixação do N atmosférico.


Processo de Fixação do N

Para o N estar disponível para organismos vivos ele deve ser fixado por microorganismos do solo ou do mar, que podem quebrar a ligação tripla e fixar o N a um H, formando uma molécula de amônia NH4 +. Este processo é chamado de "fixação" e esta reação química é produzida por bactérias do gênero Rhozobium através de uma simbiose com as raízes das plantas, geralmente leguminosas. Há também cianobactérias livres, geralmente marinhas, capazes de fixar o N atmosférico e usá-lo. A amônia pode ser usada por plantas sem problema, mas geralmente é transformada em Nitrato NO3- por microrganismos do solo, um processo chamado Nitrificação.

Outra maneira pela qual o N pode ser disponibilizado para uso é aquele que ocorre com eventos de alta energia natural, como raios, incêndios florestais e até fluxos de lava que podem causar a fixação de pequenas, mas significativas quantidades de nitrogênio. A alta energia desses fenômenos naturais pode quebrar as ligações triplas das moléculas de N2 gerando átomos de N individuais disponíveis para a transformação química.


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Processo de Reciclagem do N

Uma vez que N é absorvido por plantas ou animais, há outro processo natural que recicla esse N, chamado N orgânico e o deixa novamente disponível para utilização pelas plantas. Quando os organismos morrem, os microorganismos do solo, como bactérias e fungos, decompõem a matéria orgânica. Durante este processo, uma quantidade significativa de nitrogênio contido no organismo morto é convertida em amônia. Uma vez que o nitrogênio está na forma de amônia, ele também está disponível para uso pelas plantas ou para transformações subsequentes em nitrato (NO3-) através do processo chamado nitrificação.

O N e as plantas

N é um elemento fundamental na produção de compostos orgânicos para plantas, como aminoácidos (proteínas, enzimas, coenzimas e ácidos nucléicos), o que torna o N essencial para o crescimento e desenvolvimento da planta. É também um componente fundamental da clorofila (pigmento que realiza a fotossíntese e responsável pela coloração verde característica das folhas, por isso, em caso de deficiência, as folhas ficam amarelas), vitaminas B1, B2, B6, etc. O N desempenha um papel fundamental no crescimento da planta e na cor da folhagem, ele também atua como um regulador na assimilação do P e K. Como você pode ver o N é essencial para o nosso bonsai ter uma boa nutrição, já que a sua deficiência afeta todas as partes e componentes da planta, até mesmo a absorção de outros nutrientes.

O nitrogênio N é absorvido pelas plantas através das raízes sob a forma de amônia NH4 + e nitrato NO3-, estas substâncias estão dissolvidos na água que está contida no substrato, a partir daí passa para as células da raiz, movendo-se até atingir o xilema. A partir daí, é distribuído para todas as estruturas da planta, principalmente folhas, onde o N é utilizado.


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O N é um elemento móvel dentro da planta, isso significa que ele pode se mover facilmente de uma estrutura para outra, o deslocamento do N das folhas para o restante das estruturas é feito através do floema. É assim que durante o inverno ou durante os períodos de descanso o N é armazenado nas estruturas lenhosas das plantas, por isso está disponível para a brotação na primavera. A mobilidade do N faz com que as deficiências de nitrogênio sejam vistas primeiro nas folhas velhas, uma vez que a planta transfere N para folhas novas quando há deficiências, deixando folhas velhas sem N.

O N e o Bonsai


O N é um elemento que devemos fornecer regularmente aos nossos bonsais, apesar da importância do N nas plantas, no bonsai costumamos aplicar doses menores de N, mas nunca atingindo uma situação de deficiência. Se aplicarmos altas doses de N no nosso bonsai, teremos brotos muito vigorosos que resultarão em entrenós muito longos e aumento no tamanho das folhas. Portanto, em espécimes onde queremos destacar o formato do bonsai e nem tanto o seu vigor (espécimes já formados) devemos aplicar doses menores de N, próximas a 7%. Nos espécimes em desenvolvimento em que desejamos intensificar seu vigor e que tenham um bom desenvolvimento, o ideal seria doses de N não superiores a 15%.



Em todas as espécies de Bonsai, tanto caducas como perenes, é importante aplicar fertilizantes com altas doses de N (10%) no início da primavera, promovendo assim uma boa brotação, a partir do verão fertilizar com baixas doses de N (7 %), uma vez que altas doses nessas datas geram brotos fracos e muito suscetíveis a baixas temperaturas no inverno. É importante não aplicar altas doses de N quando o bonsai estiver em plena floração ou frutificação, pois só conseguiremos que o bonsai deixe cair suas flores e frutos, promovendo o crescimento vegetativo.

Espero que este artigo deixe um pouco mais claro pra você as funções do N e o quão importante é uma adubação adequada para o nosso bonsai para alcançar os objetivos que estabelecemos no início da sua formação.

Informações relacionadas a adubação podem ser acessadas através do link abaixo:

https://reisbonsai.blogspot.com/2017/08/como-adubar-um-bonsai.html

https://reisbonsai.blogspot.com/2018/01/como-alimentar-o-seu-bonsai.html

FLUXO VISUAL NO BONSAI


Visual Flow in Bonsai 
Texto traduzido e publicado com autorização do autor Eric Schrader, a postagem original (em inglês) no blog BSSF e pode ser acessada através do link abaixo:
 
A aparência de um bonsai com um visual agradável está sujeita a dois fatores concorrentes - a percepção humana e a forma natural não modificada de uma árvore adulta. Enquanto a árvore natural existe e cresce indiferente à aprovação ou interesse de alguém, um bonsai é árvore em escala reduzida formada por alguém para ser o mais parecido possível com uma árvore em tamanho natural, para isso utilizamos a nossa percepção de certo e errado, espaço, tempo e paz - a voz da nossa consciência. O bonsai é uma pretensa, mas inevitável, "melhoria" da árvore natural para se adequar ao ideal que criamos dentro de nossas mentes.
O fluxo visual é o conceito e resultado do processo de visualização de uma árvore. A tendência natural de nossa visualização é olhar para a base do tronco e, em seguida, segui-lo para cima, conforme ele se curva e gira em torno de si e, em seguida, pausa na massa de folhagem no ápice. O olho então viaja para o lado do ápice e encontra o galho principal que completa a jornada do espectador movendo o olho para longe da árvore.

O papel do tronco - A direção do fluxo visual começa com a inclinação do tronco e continua com as mudanças de direção do tronco. Em um típico estilo informal, o tronco muda suavemente de direção ao invés de se retorcer. Em um yamadori ou árvores de estilos mais drásticos, o tronco pode se retorcer o suficiente para que as porções superior e inferior do tronco fluam em direções opostas. Em um bonsai de qualidade, o tronco é o centro das atenções e a folhagem age como um porta-retratos. O tronco é normalmente o principal fator determinante no fluxo geral da árvore.
 
Figure 1.  Tree a has poor flow - the apex goes left while the key branch goes right.     Tree b has good flow to the right with the apex, trunk and key branch all in agreement.    Tree c has cross-flow because the trunk flows right but not strongly and the key branch and the apex flow to the left.   The accent plant would be place on the left.
Figura 1. A árvore “a” tem fluxo fraco - o ápice vai para a esquerda enquanto o galho principal vai para a direita. A árvore “b” tem um bom fluxo para a direita, com o ápice, o tronco e o galho principal em concordância. A árvore “c” tem um suava fluxo cruzado porque o tronco flui para a direita mas não fortemente e o galho principal e o ápice fluem para a esquerda. A planta de acento em uma configuração formal em conjunto com essa árvore deveria ser colocada à esquerda.

Fig 1.
Figura 2a. Uma árvore de estilo inclinado. O tronco flui para a direita enquanto o ápice e o galho principal fluem para a esquerda. A planta de acento para esta árvore deveria ser colocado à direita porque o fluxo do tronco se sobrepõem o fluxo do ápice e da massa de folhagem

Figure 1b.   The same informal upright trunk, with the branching and apex flowing to the right.
Figura 2b. O mesmo tronco de estilo inclinado, com a ramificação e o ápice fluindo para a direita.

Entendendo o ápice. O ápice de uma árvore estilo informal é a parte da folhagem perto da frente do topo da árvore. Deve ser geralmente inclinado, ao menos ligeiramente, para o espectador. Da mesma forma, o ápice de um estilo cascata ou semi-cascata é o topo da árvore ou na parte inferior, dependendo das características do estilo, mesmos assim deve estar inclinado em direção ao espectador, independentemente da posição. Em arranjos de múltiplos troncos, o ápice é tipicamente o topo da árvore mais alta, os topos das árvores mais baixas servem freqüentemente como o galho principal ou a ramificação lateral e a ramificação traseira.
O fluxo do ápice é determinado pela direção que a base do ápice segue e pela massa relativa à esquerda e à direita da parte lenhosa do tronco superior e do ápice. A forma do ápice também pode determinar a direção do fluxo, geralmente o lado mais longo e mais suavemente inclinado do ápice é a direção que o olho viaja naturalmente ao vera planta. A ramificação de um ápice mal formado irá desviar o bom fluxo da árvore. A ramificação deve ser uniforme, pequena e geralmente um pouco mais longa no lado que esteja de acordo com o fluxo geral do tronco e do galho principal.

Entendendo o galho principal. O galho principal é geralmente o maior galho direcional do lado esquerdo ou direito da planta, ele é raramente (talvez nunca) um galho traseiro. Um material bruto exigirá que um galho principal seja desenvolvido com um tamanho maior para melhorar o fluxo da árvore. Selecione um galho com base na sua posição em relação à direção do ápice e ao movimento do tronco. Normalmente, o galho principal também é o galho mais baixo, no entanto, isso nem sempre é verdade.
Figure 3.   Tree "a" has good flow and a key branch that is not on the bottom.  Tree "b" has good flow and the key branch is an extension of the apex.   Tree "c" has poor flow, the key branch is the lowest branch on the left.
Figura 3. A árvore “a” tem um bom fluxo e um galho principal que não está no fundo. A árvore “b” tem bom fluxo e o galho principal é uma extensão do ápice. A árvore “c” tem fluxo fraco, o galho principal é o galho mais baixo à esquerda e flui fortemente em oposição ao fluxo do ápice.

Fluxo forte, fraco, neutro, pobre e cruzado. Se a folhagem ou o tronco são a mais atraente da composição geral, isso determina sua influência sobre o fluxo geral. Árvores com folhagem e tronco fluindo na mesma direção e o tronco inclinado fortemente têm um fluxo geral que é forte. Árvores com folhagem e tronco fluindo na mesma direção, mas com pouca ou nenhuma inclinação no tronco, têm fluxo fraco (o que não significa que que é ruim!) ou neutro. Árvores com tronco e folhagem que fluem em direções opostas têm fluxo cruzado. As árvores com massas de folhagem no galho principal e no ápice que fluem em direções diferentes, independentemente do fluxo do tronco, normalmente têm um desenho ruim e fluxo ruim.

Figure 4.   Tree "a" has neutral flow.  Tree "b" has weak flow to the left, tree c has weak flow to the right.    Tree d has
Figura 4. A árvore “a” tem fluxo neutro. A árvore “b” tem fluxo fraco para a esquerda, a árvore “c” tem fluxo fraco para a direita. A árvore “d” tem um fluxo pobre porque o galho grande na parte inferior esquerda precisa ser reduzido. A árvore “e” tem fluxo cruzado, o ápice e o galho principal fluem para a esquerda enquanto o fluxo do tronco principal e secundário está para a direita. A árvore “f” tem um fluxo forte para a direita.

Melhorando o fluxo visual. Para melhorar o fluxo visual de uma árvore ou corrigir casos de fluxo deficientes, faça um planejamento para encurtar alguns galhos e simultaneamente alongar seções do galho principal e ápice ao longo do tempo. Na Figura 1a, o galho baixo direito poderia ser eliminado, enquanto também se desenvolveria o galho à esquerda de maneira semelhante à figura 1c. A figura 3c pode ser corrigida reduzindo-se o lado direito do ápice enquanto se deixa crescer o lado esquerdo, sendo o resultado semelhante a figura 2a. O fluxo da figura 4d pode ser corrigido simplesmente encurtando o galho inferior esquerdo e reduzindo a massa da folhagem de modo que o tronco secundário atue como o galho principal. Para corrigir problemas com o fluxo dentro do ápice, considere aramação e / ou a remoção de qualquer galho grande que esteja em direção oposta à direção do fluxo geral.