Kings Bonsai

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A IMPORTÂNCIA DOS MICRONUTRIENTES

Texto traduzido e publicado com autorização do autor Francisco Fournies, infelizmente a postagem original em espanhol no site Ruta Bonsai Não pode mais ser acessada porque o site deixou de existir. 

No bonsai e na jardinagem, quando falamos em adubação, geralmente nos referimos ao Nitrogênio, Fósforo, Potássio, três elementos fundamentais para qualquer planta, mas muitas vezes permanecemos apenas com os 3, que são sem dúvida os mais importantes e esquecemos que eles não são os únicos nutrientes que o nosso bonsai precisa, existe outro grupo de nutrientes chamado micronutrientes, neste artigo, falaremos sobre eles e sua importância.

Quando os agricultores e os cientistas perceberam que as plantas precisavam ser alimentadas com nutrientes para melhorar as plantações, que elas não apenas viviam de água e ar, classificaram esses nutrientes em duas categorias, aqueles que eram necessárias em grandes quantidades, denominadas Macronutrientes, dentro desse grupo encontramos o nitrogênio (N), fósforo (P) e potássio (K), em seguida, a esta lista foram adicionados - Cálcio (Ca), Magnésio (Mg) e Enxofre (S), embora esses três últimos sejam necessários em menor quantidade do que os três primeiros. Portanto, esse grupo de Macronutrientes é o mais importante para as plantas e sua aplicação tanto nas plantas como nos bonsais deve ser regular. Por sua vez, os cientistas perceberam que havia um grupo de nutrientes que as plantas necessitavam em menor quantidade e também eram comuns na maioria dos solos. Esse grupo foi denominado de Micronutrientes e aqui encontramos: Ferro (Fe), Zinco (Zn), Manganês (Mn), Boro (B), Cobre (Cu), Molibdênio (Mo) e Cloro (Cl). Este último grupo é menos conhecido, apesar do fato de que a falta de qualquer um desses nutrientes afeta severamente as plantas.

Este artigo é focado em micronutrientes,portanto falaremos um pouco sobre eles. Os Macronutrientes podem ser acessados pelos links que eu inseri no início do artigo.

Ferro (Fe)


O ferro é um micronutriente muito importante para a formação da clorofila (pigmento responsável pela fotossíntese), além de ter um papel ativo no transporte de oxigênio.

Os sintomas de deficiência de ferro nas plantas aparecem pela primeira vez nas folhas jovens, no topo da planta. Como o Fe (uma vez incorporado) não se transloca dentro da planta, é um nutriente com muito pouca mobilidade. Sua deficiência é expressa com o amarelamento das folhas.

Resultado de imagem para deficiencia de ferro nas plantas Deficiência de Ferro (Fe)

 

Zinco (Zn)


A principal função do zinco é a ativação enzimática, portanto, tem um papel fundamental no crescimento e desenvolvimento da planta. Está envolvido em todos os processos metabólicos da planta.

O zinco também é um nutriente pouco móvel, portanto sua deficiência se manifesta nas folhas mais jovens, as brotações do ultimo período de crescimento. Sua deficiência é expressa com pequenos entrenós nos brotos, as folhas formam rosetas deformadas (algo como se fosse em alto relevo na superfície da folha) com folhas amareladas com pontas brancas.

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Deficiência de Zinco (Zn)

 

Boro (B)

O boro é o micronutriente que mais frequentemente aparece como uma limitação para as plantas e o mais comumente usado como adubo. É essencial para a germinação de grãos de pólen, o crescimento do tubo de pólen, para a formação de sementes e paredes celulares, e também é importante na formação de proteínas.

O boro quando absorvido e usado, é imobilizado para que não se mova dentro da planta, é um nutriente imóvel e, portanto, deve ser absorvido continuamente para atender às necessidades da planta.

Como o boro é um nutriente imóvil os sintomas de deficiência aparecem primeiro nos pontos de crescimento, como brotos, e são expressos como deformações nos brotos, raízes ocas e entrenós curtos.
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Deficiência de Boro (B)

Cobre (Cu)


O cobre é um ativador de várias enzimas e em alguns casos faz parte delas, ajuda a fixação do nitrogênio e o metabolismo das plantas.

Sua deficiência é expressa como clorose nas folhas ou folhas verdes azuladas.As folhas tem aspecto de murchamento e as sua extremidades ficam voltadas para baixo Caso a planta esteja em início de floração, elas são abortadas abruptamente.
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Deficiência de Cobre (Cu)

 

Manganês (Mn)


O manganês é um nutriente intimamente relacionado à fotossíntese, pois está ligado à fotólise da água e, portanto, à produção de oxigênio, e seu papel como transportador de elétrons na fotossíntese é muito importante. Também atua na metabolização de ácidos graxos.

A deficiência de manganês aparece na forma de amarelamento das folhas velhas, na área intervenal (entre os veios das folhas), e baixo crescimento radicular.
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Deficiência de Manganês (Mg)

 

Molibdênio (Mo)


É um nutriente necessário em quantidades muito pequenas, cerca de 1mg por ano, mas ainda assim sua função é vital, pois permite a formação de proteínas, moléculas fundamentais para o desenvolvimento de qualquer planta. Sua absorção e uso estão intimamente ligados ao fósforo e ao nitrogênio.

Sua deficiência é muito rara e se manifesta como clorose e enfraquecimento geral da planta, para de crescer.

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Deficiência de Molibdênio (Mo)

 

Cloro (Cl)


Não está muito claro quais são todas as funções do cloro na planta, o que se sabe é que atua no fechamento e na abertura dos estomatos, atua na fotólise da água e é um importante ativador enzimático.

Como você pode ver, cada um dos micronutrientes tem funções fundamentais para as plantas e em muitos casos, os sintomas de deficiência são muito semelhantes, por isso é muito difícil, se você não é um especialista, diferenciar entre os nutrientes qual produz determinado sintoma, portanto, o mais apropriado é considerar esses nutrientes dentro de nossa adubação anual. Agora está claro que nós, fãs de bonsai, não precisamos de grandes doses desses nutrientes ao ponto de comprar sacos de um ou de outro, felizmente existem infinitos adubos no mercado que contêm boas quantidades de micronutrientes. Geralmente, prefiro fertilizantes líquidos nesses casos, são mais fáceis de aplicar e podemos aplicá-los como fertilizante foliar; é conveniente aplicá-los no início e no meio da primavera, quando a planta está mais ativa e requer mais desses nutrientes.

FISIOLOGIA NO BONSAI - POTÁSSIO

Texto traduzido e publicado com autorização do autor Francisco Fournies, infelizmente a postagem original em espanhol no site Ruta Bonsai Não pode mais ser acessada porque o site deixou de existir:  

 

O Potássio e o Bonsai


No último artigo da nossa série sobre os 3 principais nutrientes utilizados pelas plantas, falaremos sobre potássio (K), descreveremos seus ciclos, como e quando aplicá-lo ao nosso bonsai.

O potássio (K) é um elemento que não faz parte de nenhuma molécula orgânica da planta, no entanto, é um nutriente essencial para as plantas e é requerido em grandes quantidades para seu crescimento e reprodução, se encontra no interior das plantas como um cátion K+. Em importância nutricional, é considerado como o segundo nutriente mais importante após o nitrogênio e é geralmente considerado como o "nutriente de qualidade", devido à sua influência na qualidade dos frutos. 

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O K é encontrado naturalmente no solo, especialmente em solos ricos em argilas, que podem conter até 3% de K. Em áreas de chuvas fortes, o K pode ser lavado (lixiviado) com facilidade. O Potássio também pode ser reciclado a partir dos restos de plantas em decomposição por microorganismos do solo. Alguns fertilizantes minerais, como cloreto de potássio (KCl-imagem acima) e sulfato de potássio e magnésio (K2SO4, 2MgSO4), são extraídos de depósitos de silvinita e silvita (cloreto de potássio) e langbeinita (sulfato de potássio e magnésio). Estes fertilizantes não são feitos por síntese química, simplesmente são limpos por meios físicos e condicionados para uso na agricultura.

 Imagem relacionada
Na imagem acima, o ciclo do Potássio (K) no solo é esquematizado, pode-se observar que existem principalmente 2 fontes de K, fertilizantes e a decomposição dos restos de plantas por microorganismos, por esse nutriente relativamente escasso que devemos aplicar regularmente.



O K e a Planta


O Potássio desempenha papéis críticos no metabolismo das plantas. Na fotossíntese, o potássio regula a abertura e o fechamento dos estômatos e, portanto, regula a absorção de CO2, um processo fundamental para o crescimento das plantas. Por sua vez, o potássio desencadeia a ativação de enzimas e é essencial para a produção de adenosina trifosfato (ATP). O ATP é uma importante fonte de energia para muitos processos químicos que ocorrem nas células das plantas. O K também é um elemento muito importante para a síntese de proteínas e amido nas plantas. O potássio é essencial em quase todas as etapas da síntese protéica e também é muito importante na ativação de muitas enzimas. Na síntese de amido, a enzima responsável pelo processo é ativada pelo potássio. Como você pode ver, é realmente um nutriente vital para ter plantas e bonsais saudáveis.

O K no solo é geralmente localizado ao redor das moléculas de argila, a partir daí elas são absorvidas pelas raízes, que absorvem o K dissolvido na composição do solo. Uma vez que os cátions K+ são absorvidos pelas raízes da planta, eles se movem pelas células da raiz até chegar ao Xilema, onde é transportado para o resto da planta, principalmente para as folhas.

Como mencionado acima, K é essencial para os processos de abertura e fechamento dos estômatos, por isso desempenha um papel importante na regulação da água nas plantas (osmo-regulação). Tanto a absorção de água pelas raízes das plantas como a sua perda através dos estômatos são afetadas pelo potássio. O potássio também melhora a tolerância da planta ao estresse hídrico, algo que devemos considerar no bonsai devido à sua dependência da irrigação majoritariamente humana.

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  O K e o Bonsai

Como o Potássio é um dos 3 elementos mais exigidos pelas plantas a sua aplicação constante é essencial para alcançar um bom desenvolvimento no nosso bonsai. Embora uma das funções onde o K se destaque mais seja no processo de frutificação, melhorando a qualidade organoléptica (o sabor da fruta) e o tamanho da fruta, no bonsai nem sempre procuramos essas características, mas ainda assim devemos fertilizar com K de maneira regular, independente se o nosso bonsai dá frutos ou não, uma vez que, como vimos anteriormente, é essencial para muitos processos dentro da planta.

O K deve ser aplicado durante toda a estação de crescimento até o final do outono, mas devemos aumentar sua dose durante o período de floração e frutificação do nosso bonsai. O potássio é o terceiro número que aparece nos rótulos dos fertilizantes onde estão as siglas de nutrientes contidos no adubo, normalmente aparecem 3 números consecutivos, por ex: 4-5-7 (significa que tem 4% de N, 5% de P e 7% de K). Geralmente é aplicado K em maior quantidade durante a primavera por ser também, na maioria dos casos, o período de floração e frutificação, depois diminuímos as doses (sem atingir 0) durante os meses de verão e, novamente, aplicamos uma dose maior até a chegada do inverno quando não é mais necessário adubar porque a planta entra em dormência.

Espero que este artigo tenha ajudado você a entender um pouco mais por que o Potássio (K) é tão importante para as plantas e quando devemos aplicá-lo.

 *OBS: Toda e qualquer adubação deve ser feita em plantas e bonsais saudáveis. Nunca se deve adubar plantas doentes ou recém transplantadas.

Confira também:
https://reisbonsai.blogspot.com/2019/08/fisiologia-no-bonsai-nitrogenio.html 
https://reisbonsai.blogspot.com/2019/09/fisiologia-no-bonsai-fosforo.html 

Antes de pensar em adubação veja se o seu  local, condições de cultivo e os tipo de plantas podem lhe proporcionar momentos de satisfação:
https://reisbonsai.blogspot.com/2017/05/como-identificar-o-ambiente-apropriado.html 

https://reisbonsai.blogspot.com/2017/07/como-identificar-um-bom-material-para.html 

Informações mais detalhadas relacionadas a adubação podem ser acessadas através dos links abaixo:
https://reisbonsai.blogspot.com/2017/08/como-adubar-um-bonsai.html
https://reisbonsai.blogspot.com/2018/01/como-alimentar-o-seu-bonsai.html

FISIOLOGIA NO BONSAI - FÓSFORO




Texto traduzido e publicado com autorização do autor Francisco Fournies, infelizmente a postagem original em espanhol no site Ruta Bonsai Não pode mais ser acessada porque o site deixou de existir:  

 

O Fósforo e o Bonsai


Na continuação da nossa série de artigos que falam sobre os 3 principais nutrientes e sua interação com as plantas falaremos sobre o Fósforo (P), elemento químico especialmente importante na floração. Vamos falar sobre suas funções e quando aplicá-lo, com foco no cultivo de bonsai.
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O fósforo (P) é um mineral muito abundante na terra, encontrado naturalmente em solos tanto orgânicos (ligados à matéria orgânica) quanto nos inorgânicos (ligado a outros elementos como alumínio, cálcio, ferro e magnésio). O P é extraído de jazidas, onde é encontrado junto com outros materiais formando conglomerados chamados fosfatos naturais. Esses fosfatos são extraídos e posteriormente submetidos a vários processos industriais, transformando-os em superfosfatos, base da maioria dos fertilizantes que contêm P e que são usados na agricultura. Outra maneira de obter P é coletar as fezes das aves, elas têm um alto teor de P, sendo normalmente obtidas das guaneras marinhas (locais onde vivem grandes colônias de aves marinhas, foto abaixo), como do sul do Peru ou do norte do Chile, usando este fertilizante como uma excelente fonte de P.
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No solo há constantes transformações do fósforo (P) entre suas formas orgânicas e inorgânicas, de modo que estas formas de P no solo estão intimamente relacionadas entre si, uma vez que o fósforo inorgânico é utilizados pelos microorganismos e planta, já o fósforo orgânico (o P que faz parte das células, fosfolipídios e ácidos nucléicos dos organismos mortos) ao reager com os demais elementos presentes no solo reabastece o fósforo inorgânico presente no solo, isso gera um ciclo constante de P no solo. A maneira pela qual o P é absorvido pelas plantas é geralmente na forma de íons de fosfato (P2O5).

 

O P e as Plantas

 

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O fósforo é um elemento essencial no metabolismo das plantas, faz parte dos nucleotídeos com fosfatos, intervindo assim nos processos metabólicos cruciais para as plantas, como na transferência e armazenamento de energia (por isso sua deficiência é expressa em plantas fracas, com baixa brotação, floração e frutificação), é essencial no processo de transformação da energia luminosa em química. É também um elemento constituinte de ácidos nucleicos (DNA e RNA), fosfatos de açúcar e fosfolipídios que formam as membranas. Também desempenha um papel na absorção e transporte de diferentes nutrientes, participa na regulação do pH das células, é essencial para a formação dos órgãos reprodutivos durante o estágio de maturação das sementes e frutos. Portanto, não podemos deixar de fornecer P ao nosso bonsai.

Como mencionamos anteriormente, as plantas absorvem fósforo quase exclusivamente na forma inorgânica sob a forma de P2O5, que é dissolvida no solo. As raízes absorvem essa solução do solo, onde estão as moléculas de fósforo, a partir daí elas se movem para chegar ao Xilema, onde é transportado para o resto da planta, principalmente para as folhas. Deve-se notar que P é muito pouco móvel no solo, por isso é muito fácil que haja uma deficiência de P para uma planta localizada em um local em condições que afetam a capacidade de absorção das raízes. Temperaturas baixas ou excesso de água, podem inibir a absorção de P, gerando deficiências no metabolismo das plantas.

Diferente do solo, o P é um elemento muito móvel dentro da planta, geralmente está presente nas células meristemáticas, com um metabolismo muito ativo. Isso faz com que, em condições de deficiência, o P seja deslocado para as folhas jovens, gerando com isso os sintomas de deficiência em folhas velhas, onde uma coloração marrom pode aparecer.

 

O P e o Bonsai


Como vemos, o P é um nutriente muito importante para qualquer planta, pois é fundamental em muitos processos internos, por isso não podemos negligenciar a sua presença e devemos regularmente fertilizar nosso bonsai com P, com isso sempre os manteremos fortes e vigorosos. Não vamos esquecer que a capacidade do Bonsai de lidar com pragas e doenças é diretamente proporcional à sua saúde, quanto mais saudável, mais resistente a pragas e doenças. Uma boa nutrição se reflete em um bom cultivo do nosso bonsai, se for bem adubado, podemos aplicar todas as nossas técnicas sem correr maiores riscos.

Se ficou claro que devemos adubar com fertilizantes contendo P todos os nossos bonsais, devemos adubar com uma proporção maior de P todos os nossos bonsai que florescem e dão frutos. Isso ocorre porque o uso de P durante os períodos de floração e frutificação é muito maior do que quando a árvore está apenas em um processo de crescimento vegetativo. Portanto, é vital que nós forneçamos boas quantidades de P para os nossos bonsai que têm floração e frutificação abundante, como as azaleias,glicínias, primaveras, macieiras, jabuticabeiras, árvores frutíferas em geral,etc. A falta de P não só afeta a floração, mas também enfraquece o nosso bonsai, impedindo-o de acumular as reservas, extremamente necessárias para sobreviver ao inverno e brotar fortemente na primavera seguinte.


Aplicaremos P no início da primavera, quando nossos bonsai estiverem em floração e frutificação, com isso manteremos uma floração e frutificação mais abundantes sem que nosso bonsai enfraqueça. No início da primavera aplicaremos doses superiores a 15% de P e manteremos essa dosagem até o final da primavera,diminuiremos a dosagem no verão e então durante o outono aplicamos altas doses de P novamente, a fim de aumentar a resistência dos tecidos às geadas de inverno ( em locais onde elas podem ocorrer).

Bem, espero que com este artigo você entenda um pouco mais sobre a importância do P no nosso bonsai, que é importante que ele seja aplicado para ter um bonsai saudável e bonito. Lembre-se que para ter uma floração bonita, devemos aplicar P.

 *OBS: Toda e qualquer adubação deve ser feita em plantas e bonsais saudáveis. Nunca se deve adubar plantas doentes ou recém transplantadas.

Confira também:
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Antes de pensar em adubação veja se o seu  local, condições de cultivo e os tipo de plantas podem lhe proporcionar momentos de satisfação:
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Informações mais detalhadas relacionadas a adubação podem ser acessadas através dos links abaixo:
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FISIOLOGIA NO BONSAI - NITROGÊNIO

 

Texto traduzido e publicado com autorização do autor Francisco Fournies, infelizmente a postagem original em espanhol no site Ruta Bonsai Não pode mais ser acessada porque o site deixou de existir: 

 

O Nitrogênio e o Bonsai

Este artigo é o primeiro de uma série de artigos, com os quais procuramos ensinar quais os principais nutrientes,suas funções e importância  em nossos bonsais. Os principais são nitrogênio, fósforo e potássio, além deles tem os chamados macro e micro elementos que iremos explorar mais à frente. Neste primeiro artigo vamos falar sobre o Nitrogênio, talvez o nutriente mais importante nas plantas, vamos falar sobre seu ciclo, funções e quando aplicá-lo.

Para alcançar uma cultivo ideal de bonsai precisamos aprender a mesclar o lado artístico com o lado da horticultura. Não podemos fingir que somos bons bonsaistas se não soubermos como as plantas funcionam. Portanto, para garantir que nossos bonsai não sejam apenas belas espécies, mas também que seu estado nutricional seja ótimo. Devemos entender muitos processos que ocorrem dentro da planta, um dos mais importantes é a contribuição dos nutrientes e dentro desses nutrientes destacamos o nitrogênio (N).

N é o elemento mais abundante da atmosfera (cerca de 78%). Apesar disso, o N atmosférico é totalmente inútil para plantas e animais, isto porque N atmosférico é imobilizado entre si por uma ligação tripla muito estável N2, com essa estrutura não pode ser usada por nenhum ser vivo, então precisa ser transformado para ser usado. Para conseguir essa transformação, você precisa quebrar essas ligações, fixar ou ligar o nitrogênio a outros elementos, com um processo que chamamos de fixação do N atmosférico.


Processo de Fixação do N

Para o N estar disponível para organismos vivos ele deve ser fixado por microorganismos do solo ou do mar, que podem quebrar a ligação tripla e fixar o N a um H, formando uma molécula de amônia NH4 +. Este processo é chamado de "fixação" e esta reação química é produzida por bactérias do gênero Rhozobium através de uma simbiose com as raízes das plantas, geralmente leguminosas. Há também cianobactérias livres, geralmente marinhas, capazes de fixar o N atmosférico e usá-lo. A amônia pode ser usada por plantas sem problema, mas geralmente é transformada em Nitrato NO3- por microrganismos do solo, um processo chamado Nitrificação.

Outra maneira pela qual o N pode ser disponibilizado para uso é aquele que ocorre com eventos de alta energia natural, como raios, incêndios florestais e até fluxos de lava que podem causar a fixação de pequenas, mas significativas quantidades de nitrogênio. A alta energia desses fenômenos naturais pode quebrar as ligações triplas das moléculas de N2 gerando átomos de N individuais disponíveis para a transformação química.


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Processo de Reciclagem do N

Uma vez que N é absorvido por plantas ou animais, há outro processo natural que recicla esse N, chamado N orgânico e o deixa novamente disponível para utilização pelas plantas. Quando os organismos morrem, os microorganismos do solo, como bactérias e fungos, decompõem a matéria orgânica. Durante este processo, uma quantidade significativa de nitrogênio contido no organismo morto é convertida em amônia. Uma vez que o nitrogênio está na forma de amônia, ele também está disponível para uso pelas plantas ou para transformações subsequentes em nitrato (NO3-) através do processo chamado nitrificação.

O N e as plantas

N é um elemento fundamental na produção de compostos orgânicos para plantas, como aminoácidos (proteínas, enzimas, coenzimas e ácidos nucléicos), o que torna o N essencial para o crescimento e desenvolvimento da planta. É também um componente fundamental da clorofila (pigmento que realiza a fotossíntese e responsável pela coloração verde característica das folhas, por isso, em caso de deficiência, as folhas ficam amarelas), vitaminas B1, B2, B6, etc. O N desempenha um papel fundamental no crescimento da planta e na cor da folhagem, ele também atua como um regulador na assimilação do P e K. Como você pode ver o N é essencial para o nosso bonsai ter uma boa nutrição, já que a sua deficiência afeta todas as partes e componentes da planta, até mesmo a absorção de outros nutrientes.

O nitrogênio N é absorvido pelas plantas através das raízes sob a forma de amônia NH4 + e nitrato NO3-, estas substâncias estão dissolvidos na água que está contida no substrato, a partir daí passa para as células da raiz, movendo-se até atingir o xilema. A partir daí, é distribuído para todas as estruturas da planta, principalmente folhas, onde o N é utilizado.


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O N é um elemento móvel dentro da planta, isso significa que ele pode se mover facilmente de uma estrutura para outra, o deslocamento do N das folhas para o restante das estruturas é feito através do floema. É assim que durante o inverno ou durante os períodos de descanso o N é armazenado nas estruturas lenhosas das plantas, por isso está disponível para a brotação na primavera. A mobilidade do N faz com que as deficiências de nitrogênio sejam vistas primeiro nas folhas velhas, uma vez que a planta transfere N para folhas novas quando há deficiências, deixando folhas velhas sem N.

O N e o Bonsai


O N é um elemento que devemos fornecer regularmente aos nossos bonsais, apesar da importância do N nas plantas, no bonsai costumamos aplicar doses menores de N, mas nunca atingindo uma situação de deficiência. Se aplicarmos altas doses de N no nosso bonsai, teremos brotos muito vigorosos que resultarão em entrenós muito longos e aumento no tamanho das folhas. Portanto, em espécimes onde queremos destacar o formato do bonsai e nem tanto o seu vigor (espécimes já formados) devemos aplicar doses menores de N, próximas a 7%. Nos espécimes em desenvolvimento em que desejamos intensificar seu vigor e que tenham um bom desenvolvimento, o ideal seria doses de N não superiores a 15%.



Em todas as espécies de Bonsai, tanto caducas como perenes, é importante aplicar fertilizantes com altas doses de N (10%) no início da primavera, promovendo assim uma boa brotação, a partir do verão fertilizar com baixas doses de N (7 %), uma vez que altas doses nessas datas geram brotos fracos e muito suscetíveis a baixas temperaturas no inverno. É importante não aplicar altas doses de N quando o bonsai estiver em plena floração ou frutificação, pois só conseguiremos que o bonsai deixe cair suas flores e frutos, promovendo o crescimento vegetativo.

Espero que este artigo deixe um pouco mais claro pra você as funções do N e o quão importante é uma adubação adequada para o nosso bonsai para alcançar os objetivos que estabelecemos no início da sua formação.

Informações relacionadas a adubação podem ser acessadas através do link abaixo:

https://reisbonsai.blogspot.com/2017/08/como-adubar-um-bonsai.html

https://reisbonsai.blogspot.com/2018/01/como-alimentar-o-seu-bonsai.html

A SEIVA

La Savia

Texto traduzido e publicado com autorização do autor Francisco Fournies, a postagem original no site Ruta Bonsai pode ser acessada através do link abaixo:
http://rutabonsai.com/fisiologia-vegetal/151-la-savia 
Todas as plantas, incluindo bonsai, têm um elemento vital que percorre seus galhos, tronco e folhas, chamamos esta substância muito nutritiva de seiva. Esta substância é essencial para o desenvolvimento de qualquer planta e, se quisermos entender completamente as plantas, algo essencial para o bom cultivo dos nossos bonsais. Devemos entender os fundamentos desta substância, quando ocorre, como ocorre, como ele se move na planta e quais os aspectos que influenciam o seu desenvolvimento. O objetivo deste artigo é falar e explicar aspectos fundamentais sobre a seiva que lhe permitirão expandir seus conhecimentos para melhor aplicar as técnicas do bonsai.A seiva é equivalente ao sangue do ser humano nas plantas, esta substância é responsável por transferir os açúcares e nutrientes por toda a árvore, o que permite que todos as necessidades das folhas ou raízes sejam fornecidas. Sem a seiva as folhas não teriam como usar o adubo aplicado no substrato do seu bonsai, nem poderiam usar a água da irrigação. Como todos sabemos, as plantas não têm um coração que lhes permita empurrar a seiva, como é o caso dos animais, mas o movimento da seiva é produzido graças a três efeitos físicos que detalharemos a seguir:
  • Ação de Transpiração: É a força gerada devido ao suor que ocorre nas folhas. Os estomatos quando abertos perdem gases, gerando uma pressão negativa nas folhas, que gera uma sucção da coluna de seiva e faz com que esta suba para as folhas.
  • Capilaridade: Devido ao pequeno diâmetro dos dutos onde a seiva circula as moléculas de água são atraídas pelas paredes dos vasos ou dutos, produzindo uma pequena força que auxilia na ascensão da seiva.
  • Coesão: Graças a uma propriedade física das moléculas de água, que exercem uma força chamada de coesão, devido à atração das ligações de hidrogênio produzidos devido à diferença de eletronegatividade entre os átomos de hidrogênio com o de oxigênio da molécula vizinha. Esta força permite que o fluxo ascendente não desça devido aos efeitos da gravidade, facilitando o processo de transporte por toda a planta.

Além dessas três forças,existe outro fenômeno que permite que a seiva se mova em distintas direções e épocas do ano, o Fluxo de Massa, através desse fenômeno a seiva movimenta-se das regiões de maior concentração de nutrientes (açúcares e fotoassimilados) para regiões de concentração mais baixa. Este fluxo permite que a seiva de se mova para as raízes ou para as gemas e folhas, dependendo dos necessidades de árvore, assim setores da planta como os brotos ou frutos, que não realizam fotossíntese, também obtenham igualmente os nutrientes para o seu desenvolvimento.

 

dibujo 2
Como discutido anteriormente, a seiva não se move livremente pela árvore, ela é conduzida através de pequenos vasos condutores que vão desde as raízes até as folhas, semelhantes ao que nos animais seriam as veias. Estes vasos condutores são divididos em 2 tipos diferentes, são pequenas diferenças estruturais porque em cada um destes vasos flui um tipo diferente de seiva (os tipos de seiva serão detalhados na sequência do texto), estes vasos são chamados Xilema e Floema e percorrem toda a planta.
 

  • Xilema: é onde a seiva bruta é transportada, estes tipos de vasos estão localizados no centro dos vasos condutores, como mostrado na imagem abaixo.
  • Floema: é onde a seiva elaborada é transportada, estes tipos de vasos estão localizados na periferia dos vasos condutores, como mostrado na imagem abaixo. 
xilema-e-floema
 Na foto acima podemos ver como estão distribuídos o floema e o  xilema no interior da planta.

Como já falamos, devido a constante atividade da planta, fotossíntese, absorção de água e de outros processos, é que existem dois tipos de seiva, bruta e elaborada, que têm funções diferentes e transportam distintos  nutrientes por toda a planta.
Seiva Bruta: É aquele seiva que é transportada pelo xilema e consiste principalmente de água e minerais. A direção desse fluxo é sempre das raízes para as folhas (movimento basepetalo), um sentido bastante lógico se pensarmos que as responsáveis ​​pela absorção de água são as raízes e as que precisam de água e sais minerais são as folhas, frutos e brotos.Seiva Elaborada: É a seiva que é transportada pelo floema e é composta fundamentalmente por água e açúcares. A direção dessa seiva é variável, já que vai de onde é produzida até onde é necessária, seja nos brotos, frutos, raízes etc., a direção dependerá das necessidades da planta e seu movimento é principalmente devido ao fluxo de massa.
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No esquema superior, vemos o movimento de água e nutrientes desde os diferentes vasos condutores, seiva e células que necessitam destes elementos.

Não devemos confundir seiva com látex ou outras substâncias que as plantas secretam como defesa, um caso muito comum disso é o látex branco que o ficus soltam quando são podados (abaixo), isso não é seiva, é apenas látex e sua emissão se detém ao pulverizar água.

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Já falamos um bom tempo sobre a seiva e suas características e talvez muitos se perguntem para que isso me serve como bonsaísta? A seiva por ser parte fundamental do bonsai, é preciso mantê-la dentro dos vasos condutores, e é por isso que a poda deve ser feita em determinados épocas e com muito cuidado. Idealmente, a poda deve ser feita quando houver a menor movimentação de seiva possível, para evitar que seja perdida. A menor movimentação da seiva é no inverno quando a árvore está em repouso, não é coincidência que todos os livros sempre recomendam a poda no inverno, especialmente se são podas grandes, já que ao podar e cortar galhos não haverá perda da seiva, o que acontece normalmente quando cortamos na primavera. Durante o dia o maior movimento de seiva ocorre quando a planta está em plena atividade, o que corresponde nas primeiras horas da manhã e durante o meio-dia, geralmente no período da tarde o movimento é menor e é conveniente podar na parte da tarde.Talvez os mais experientes tenham notado que ao podar um galho, depois de algum tempo a parte superior morre, fenômeno que costumamos chamar de "retração da seiva", esse fenômeno é ainda maior se podarmos na primavera. A morte dessa parte do galho se deve ao fato de que não há efetivamente nenhuma gema que permita o fluxo de seiva para manter esse setor. Apesar de existirem podas na primavera, elas ocorrem apenas nos galhos jovens, uma vez que estes por não estarem lignificados podem fechar os vasos sem correr o risco de perder muita seiva. Ao podar é essencial conhecer bem o que é a seiva e como flui no bonsai, espero que este artigo sirva de orientação.